Diario de una Gallega

Friday, June 29, 2007

G

Tuve que venir acá y decírselo, sé que a lo mejor nadie me va a leer, pero lo mejor de no más estar allá es el no verte nunca más, aunque a veces sí yo eche de menos a la adrenalina, pero es como decía el punk, si no me quieres me libertaaaaa.

Sunday, February 25, 2007

Despeço-me desse diário da Gallega, bola pra frente!
Para quem já estava com saudade: http://longtobelong.blogspot.com/

Monday, February 12, 2007

Com ou 100?

Demorei para vir aqui escrever este post número 100 pois me parece necessária uma definição do blog a partir disso. Como vivo um momento de grande transição na minha vida, estou em dúvida se continuo a escrever aqui. Pensei muitas vezes em fechar com um último post número 100, mas ainda não consegui decidir.
Em dúvida porque adoro este epaço, esta liberdade.
Em dúvida porque vivo uma inércia tão grande atualmente que não me parece haver nada de bom para trazer aqui.
Algumas mudanças radicais ocorreram para mim em momentos de grande harmonia e conforto, por isso me trouxeram estranhamento e me fizeram sofrer. Assim é agora.
Vejo pessoas conseguindo exatamente aquilo que eu queria, vivendo como eu gostaria. Quanto mais busco o mínimo, mais me persegue o máximo indesejável.
Talvez eu feche aqui e abra outro blog, com outros temas menos penosos, ou mais divertidos, ou menos particulares. Escrever sobre algo que me faz culpada não merece muita divulgação, afinal. E quem pode entender por que eu rejeito o máximo assim? Nem todos.
Vamos ver. Por enquanto, fico com meu número 100!

Thursday, February 01, 2007

Saudades

Do Oba, da banca de frutas, do Villa Lobos, do Eldorado
Do anjo da porta ao lado
Saudades de café químico, mel orgânico e cerveja gelada
Saudades de mim mesma, que já me perco de novo
Mas eu me encontro, eu me encontro

Monday, January 29, 2007

E já que o assunto é comoção

Sábado eu fui a uma festa ótima, do casamento de uma amiga querida, rodeada de gente que eu adoro. Brindei umas mil vezes, afinal eu também estava celebrando o meu próprio casamento, já que me mudei no domingo.
Eu me diverti, ri, bebi, comi, dancei muito. Sem pensar no ontem nem no amanhã.
A verdade, porém, e que só deixei para refletir no dia seguinte... é que todo mundo ficou mais que adulto já, todos se casando, tendo filhos, responsabilidade, compromissos. Alguns ficando pra história da nossa vida, sejam ausentes ou presentes. Outros chegando pra ficar.
A vida continua cheia de surpresas, sem dúvida, mas não dá pra negar que vai se assentando com o passar dos anos, vamos ficando mais burgueses e menos boêmios, mais sérios ou amargurados ou categóricos.
Dá medo crescer. Dá saudade do que passou, de como eu era, de quem já foi.
Viver pode ser assustador, mas quem vai negar que é muito bom?

Friday, January 26, 2007

À flor da pele

Por que você chora? Com que se comove? Algumas pessoas parecem adorar ter uma grande sensibilidade, por qualquer motivo se esvaem em lágrimas, em oposição aos idiotas que parecem ter perdido completamente a capacidade de se emocionar e se riem de tudo e de todos o tempo todo - mesmo quando rir não faz o menor sentido.
Como se precisassem justificar o fato de serem brasileiras, ou latinas, ou mulheres, seja lá qual for o motivo, essas pessoas precisam se emocionar. Sem pensar que os outros não têm obrigação de agüentar as lágrimas alheias, por vezes tornam-se inconvenientes como bêbado dando trabalho em fim de festa.
Só que isso não é nada, pior mesmo é perceber que tudo não passa de exibição, uma espécie de auto-encenação, pois muitas dessas pessoas lacrimosas, as famigeradas "manteigas derretidas", quando chega o momento de demonstrar sua real sensibilidade, que é nas atitudes mesmo, se mostram insensíveis e egoístas.

Monday, January 22, 2007

Todo amor que houver nessa vida, Cazuza & Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria