Diario de una Gallega

Monday, January 29, 2007

E já que o assunto é comoção

Sábado eu fui a uma festa ótima, do casamento de uma amiga querida, rodeada de gente que eu adoro. Brindei umas mil vezes, afinal eu também estava celebrando o meu próprio casamento, já que me mudei no domingo.
Eu me diverti, ri, bebi, comi, dancei muito. Sem pensar no ontem nem no amanhã.
A verdade, porém, e que só deixei para refletir no dia seguinte... é que todo mundo ficou mais que adulto já, todos se casando, tendo filhos, responsabilidade, compromissos. Alguns ficando pra história da nossa vida, sejam ausentes ou presentes. Outros chegando pra ficar.
A vida continua cheia de surpresas, sem dúvida, mas não dá pra negar que vai se assentando com o passar dos anos, vamos ficando mais burgueses e menos boêmios, mais sérios ou amargurados ou categóricos.
Dá medo crescer. Dá saudade do que passou, de como eu era, de quem já foi.
Viver pode ser assustador, mas quem vai negar que é muito bom?

Friday, January 26, 2007

À flor da pele

Por que você chora? Com que se comove? Algumas pessoas parecem adorar ter uma grande sensibilidade, por qualquer motivo se esvaem em lágrimas, em oposição aos idiotas que parecem ter perdido completamente a capacidade de se emocionar e se riem de tudo e de todos o tempo todo - mesmo quando rir não faz o menor sentido.
Como se precisassem justificar o fato de serem brasileiras, ou latinas, ou mulheres, seja lá qual for o motivo, essas pessoas precisam se emocionar. Sem pensar que os outros não têm obrigação de agüentar as lágrimas alheias, por vezes tornam-se inconvenientes como bêbado dando trabalho em fim de festa.
Só que isso não é nada, pior mesmo é perceber que tudo não passa de exibição, uma espécie de auto-encenação, pois muitas dessas pessoas lacrimosas, as famigeradas "manteigas derretidas", quando chega o momento de demonstrar sua real sensibilidade, que é nas atitudes mesmo, se mostram insensíveis e egoístas.

Monday, January 22, 2007

Todo amor que houver nessa vida, Cazuza & Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Saturday, January 13, 2007

Last smile
At least
No soft drinks
Only hard
Not to say g'd bye

Friday, January 12, 2007

São Paulo, minha saudade

Ao contrário do poeta mostrado no blog da Ane ontem, em São Paulo eu existo.
Aqui eu me inventei e me reinvento a cada dia, sempre. Essa constante reinvenção tem tudo a ver com o caráter dinâmico da cidade.
São Paulo é o meu lar, definitivamente. São Paulo, minha verdade.
Não foi sempre assim; já quis deixar a cidade e deixei, fui atrás de um sonho, voltei, me apaixonei de vez. Agora vou atrás de um amor e espero não voltar mais, mas sem dúvida se um dia o amor acabar, é aqui que eu venho abrigar minha dor.

Thursday, January 11, 2007

Ângulos

A salvação está a um passo a mais do que podemos alcançar. Basta colocar (quase) todas as coisas em outra perspectiva para que elas percam sua importância; como fazê-lo, porém, that's the question.
Quando eu achava que tinha um emprego me sentia ansiosa ou insegura a cada novo desafio, mas era uma coisa bem de leve porque nesse emprego que eu achava que tinha reinava um clima ameno e amigável, sem grandes pressões. Ainda assim, algumas vezes lá vinha aquela pequena pontada de nervosismo.
Depois que tudo virou de ponta-cabeça e enxerguei meu emprego por outro ângulo, tudo isso perdeu a importância. Relaxei completamente e - surpresa! - isso não mudou em nada minha situação ou (falta de) reconhecimento no trabalho. Perdi o medo de perder o emprego por que eu já nem tinha um - explico: demorou quase dois anos para eu ser efetivamente despedida do emprego que não era mais emprego, mas isso poderia ocorrer a qualquer momento.
Soubéssemos sempre o que vamos pensar de uma determinada questão daqui a uns cinco anos, quando a importância que lhe atribuíamos já se perdeu no passado, e a vida seria bem mais leve.

Wednesday, January 10, 2007

Te lo agradezco pero no, Ale Sanz

Acércate, que a lo mejor no te das cuenta que mi amor no es para siempre porque hay noches que se apagan cuando duermes

Díselo a tu corazón: no habrá más fuente de dolor
No digas que no pienso en ti, no hago otra cosa que pensar

Acércate un poco más, no tengas miedo a la verdad
Y cuando llegue la mañana y salga el sol tu volverás a mi lado y ya no yo

Y ahora vete, vete, vete, vete
Vete y pásatelo bien con nosotros dos, no corazón

Te lo agradezco pero no
Te lo agradezco mira niño pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

Acércate un poco más, no ves que el tiempo se nos va
Da rienda suelta a lo que sientes
Si no lo haces, mala suerte

Porque al final si no lo ves, puede que no me escuches, pero lo diré que cuando salga el sol y llegue la mañana yo volveré a tu lado a tu lado con más ganas
Y ahora vete, vete, vete, vete
Vete y pásatelo bien con los dos

Tengo conciencia del daño que te hice, pero al mismo tiempo no me siento responsable de lo que pudiste pensar que fue coraje, no fue nada más que miedo

No hago otra cosa que olvidarte, corazón
Por la mañana temprano, luego en la tarde, en la noche
Cuando estoy en el vacilón no puedo namás que olvidarte pero no

Te lo agradezco pero no
Te lo agradezco corazón, pero ya te he dejado aparte
Ahora ya no necesito más de ti

Ay que cuando salga el sol yo estaré ahí
Y ahora vete, vete, vete
Vete al vacío

Tuesday, January 09, 2007

Encaixotar tudo, separar o que é antigo ou inútil: mais da metade de todos os objetos que possuo espalhados por aí. Cada coisa descartada, uma decisão: descartar as lembranças, desfazer-se do passado. Vai ter catador de lixo e sucata feliz comigo neste começo de ano.
Coisas para resolver, documentos a tirar, mais decisões envolvidas. Detesto dias cheios, ter que resolver coisas na rua, em banco, no médico.
Detesto ter que arrumar a bagunça que a vida acaba sempre acumulando por todo canto. Mal comecei e já me sinto exausta, embora reconheça uma certa adrenalina que me impulsiona a continuar e acabar de vez com a bagunça - mas desanima saber que ela logo começa a se acumular de novo.

Thursday, January 04, 2007

Desinventando

As paixões inventadas
A distância apaga