Diario de una Gallega

Wednesday, August 30, 2006

Amigas

Espírito adolescente contagiante combinado a uma mente madura, inteligente, determinada e aberta. Sempre a postos para a próxima cerveja, o próximo cinema, a próxima festinha, a próxima loucura. E chegar de madrugada, dormir em casa, ficar falando sobre garotos – eles, sempre eles! – até cansar, sem nunca se cansar, e traçar planos infalíveis que acabam dando errado ou dando em vexame ou dando sem planejar mesmo!
Adolescente por tudo isso, e por compartilhar idéias, músicas, risadas. Dividir comigo o prazer da escrita e me incentivar. Adulta por estar sempre com os ouvidos atentos e um conselho sensato prontinho para mim. Sem nunca me julgar. E também por me desculpar quando dou um furo, eu que tenho duas casas, sabe como é, não é fácil!
Obrigada por ser essa teen-woman que tanto me faz rir e agüenta minhas choradeiras, angústias e indecisões!
Parabéns pelo dia de hoje! Que este ano seja muito especial e você curta muito sua casa (semi)nova e tudo o mais de novo que possa vir. Viaje muito, trabalhe muito, mas não demais, dance muito, beije muito, se apaixone muito e coma muito chocolate.
E não cresça nunca! Rebeldes pa siempre!

Monday, August 28, 2006

Ando...

meio desligado, Mutantes

Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer
Eu nem vejo a hora de lhe dizer
Aquilo tudo que eu decorei
E depois o beijo que eu já sonhei
Você vai sentir mas
Por favor não leve a mal
Eu só quero que você me queira
Não leve a mal, não leve a mal

Friday, August 25, 2006

How am I not myself?*

Às vezes eu me pergunto se quero fazer certas coisas ou se faço para agradar. Aparecer. Engrandecer-me aos olhos alheios. Ou o contrário disto.
Ninguém está imune às opiniões externas, ninguém é "você mesmo" o tempo todo, ainda que o seja mesmo assim.
Ou mesmo que arrogantemente acredite ser.
Creio que o segredo é distinguir entre aquilo que realmente queremos ser, estar, fazer e o que não passa de auto-imposição.
Mas para mim isso continua mesmo um segredo bem guardado. Mais um para descobrir!
E o que seria da vida sem seus mistérios?

*A frase veio da comédia Huckabees, estrelada pelo gatinho tarado Jude Law

Thursday, August 24, 2006

Novo Mundo

Será que alguém sentiria falta daquela vida se eu simplesmente passasse por cima? Se eu não estivesse tão atenta ou se tivesse um momento de fúria bem naquela hora (minha TPM acabou justamente ontem!)?
A mãe, talvez? Será que a criaturinha tem mãe?
Fico me perguntando se ele acabou sendo atropelado. Se não foi ontem, será amanhã. A expectativa de vida dos miseráveis deste país é baixa mesmo.
Na Idade Média a Europa deveria ser uma grande favela. Quantos séculos ainda levaremos para superar as trevas?

Wednesday, August 23, 2006

Longa vida ao Tetrapak

"Aprendi que tudo passa, tomando chá ou cachaça
Tomando champanhe ou não"
(Aprendiz de Feiticeiro, Itamar Assumpção)

O leite longa-vida veio para acabar com a divisão de classes irremediável. É a verdadeira revolução!
Pensem bem: até pouco tempo existiam 3 níveis sociais claramente definidos: uma pessoa ou era do tipo leite A, ou do tipo leite B, ou C. Simples assim.
Os leite-A em geral apresentam boa dentição, pele macia e não raro bronzeada e cabelo liso. Freqüentam as melhores universidades e a maioria é pós-graduada.
Toda a preocupação acerca da importância do aleitamento materno, da boa alimentação, do estímulo adequado às crianças, conclui-se, foi por água abaixo. O importante mesmo era o leite de saquinho ou, para os mais privilegiados, o leite de garrafa. Quem não se lembra do saborosíssimo Leite da Fazenda?
Mas tudo isso ficou para trás. A democratização do leite de caixinha possibilita a igualdade entre os cidadãos da nova era: a era Tetrapak.

Monday, August 21, 2006

Qual o segredo?

A propósito do site Casa da Chris, que a Rô indicou hoje: sempre quis ter uma casa cheia de amigos e, de preferência, sem inimigos íntimos.
Claro, gosto de ter meu cantinho só pra mim, o lugar onde posso ficar quietinha, curtir o silêncio ou o som no último, ser eu mesma sem vacilação, o que acredito só ser possível morando sozinha.
Por outro lado, sempre almejei uma casa cheia de gente, que virasse ponto de encontro mesmo, sempre movimentada, onde as pessoas passam o fim de semana, onde todo mundo se encontra antes de sair, pra onde todo mundo volta de madrugada depois de sair, e rolam almoços, jantares, chazinhos, churrascos. Um entra-e-sai sem fim.
Mas nunca aprendi a cultivar isso. O que se deve fazer?
Morar perto? Convidar todo mundo, insistentemente? Aprender a cozinhar? Saber decorar?
Será que vou acabar com o contrário disso: uma casa sem amigos e com alguns inimigos íntimos?

Fim de semana básico, claro que sempre com um vudu para atrapalhar um pouco, irritar, dar uma idéia de como serão (ruins?) os próximos dias do resto da minha vida, mas... pula essa parte. Eu precisava de pernas mais compridas pra pular essas poças de lama com maior facilidade. Sei que soa exageradamente sombrio esse tom que estou usando, poça de lama... talvez eu esteja errada, mas a verdade é que gostaria de, a essa altura da vida, poder escolher com quem quero me relacionar, aonde quero ir, o que quero fazer. Claro que isso nem sempre é possível, o que é deveras frustrante para mim.

Pra começar: soninho até 1 da tarde no sábado, que acabou com minha dor nas costas!
Passeio no Parque da Cidade, pena que acabou mais cedo por causa dos intermináveis carrapatos (prefeitura!! cadê você??).
Filminho francês no único cinema legal e podrinho da cidade, que abriga festivais do Sesc de vez em quando. Assisti a Código Desconhecido, que mostra de maneira inusitada vidas que se entrecruzam na cidade de Paris, ilustrando as muitas diferenças que convivem naquela metrópole e alguns conflitos delas decorrentes. Típico tema que me faz lembrar que sou brasileira e me perguntar como é que esses europeus podem reclamar da vida - eles não sabem o que é ruim, concluo.
Festinha na casa de amigos. Também acabou mais cedo, mas mesmo assim, foi agradável.
Domingo começou chato, mas melhorou. Penduramos a cortina do quarto! Ficou bom. E agora já se pode sair do banho sem cometer atentado ao pudor!
À noite, caminhada até a padaria. O lanche na churrasqueira acabou de lado porque começou a esfriar. Hoje está friozinho. E parece que estou na Lua (cadê todo mundo?). Mas logo, logo vou pra casa e passa! Ou piora!
Ah! Também ganhei um surpreendente presente: um saco de Maltesers! Yummy! Valeu!

Os ricos também cagam
É.......

Friday, August 18, 2006

Sobremesa

Sobre a mesa do tradutor, dicionários.
Sobremesa, antiinflamatórios.

Murphy's Law

Eu costumo sonhar acordada. Quantas horas da vida e de sono já não perdi sonhando, inventando, imaginando com os olhos abertos. Às vezes fechados mesmo! Meio que já caindo no sono, quase cochilando. Não consigo parar, não quero parar. É um vício, como tantos outros, cultivado já há tanto tempo. E todo vício faz companhia na solidão, não é? Tem gente que diz que o cigarro é um grande companheiro. Ou a televisão. Prefiro sonhar.
Ao longo dos anos percebi que basta imaginar algo acontecendo pra que nunca aconteça. Esse é o lado ruim de sonhar acordada. Eu devia aproveitar tanta imaginação e escrever um livro, quem sabe não ficava mais rica que a rainha! Até parece.

Wednesday, August 16, 2006

Domingo

Ceninha caseira, Sérgio Antunes

A família reunida
no almoço do domingo:
Mãe, me dá laranjada.
A laranja se acabou.
Mãe, me dá limonada.
O limão se acabou.

No almoço de domingo
da família reunida
ninguém pede amorada,
que o amor, também, se acabou.

Tuesday, August 15, 2006

Agenda da mulher moderna (ou eternamente atrasada?)

Depois de duas horas no Soneca, levanta, se arruma, passa protetor solar no rosto enquanto bochecha com Plax, prepara um lanchinho pra comer no escritório e sai correndo pra garagem.
No carro, enquanto espera o portão abrir passa creme nas mãos e, ao parar para abastecer, coloca o curso de francês pra rolar durante o trajeto.
Chega, pega água e um café pra acompanhar o lanchinho. Enquanto a rede lenta vai processando, aproveita para escrever no blog ou ler e-mails e jornal.
Sai do trabalho, vai comprar ingressos pro show e descobre que já esgotou - tarde demais, mas não deu tempo de ir antes!
Passa no supermercado e volta pra casa, faz uma faxina enquanto dá uma olhadinha na novela e prepara um prato rápido pra comer lendo o livro que ficou esperando o dia inteiro pra continuar.
Fala ao telefone, rega as plantas, limpa a gaiola do minipet, que acaba fugindo, sai à caça do bicho, brinca com o pobrezinho, toma um banho e vai deitar, mas continua lendo até tarde e é lógico que, no dia seguinte: Soneca de novo!
E isso é só a segunda-feira...

Monday, August 14, 2006

O que eu queria mesmo?

O que eu queria não deu certo, mas outras coisas aconteceram no lugar e serviram para ilustrar e dar um gostinho do que poderia ser, do que não seria e até mesmo, por que não, do que será.
Agora, a frustração do que não foi é inevitável... but nevermind!

Friday, August 11, 2006

MSN

Quem trabalha ou trabalhou em casa sabe: ninguém pra tomar um café e falar besteira, ninguém pra tirar uma dúvida na hora, pra dar uma idéia que não vem, ninguém pra falar mal, ninguém pra elogiar, ninguém, ninguém...
E faz falta alguém! Acho que por isso eu adoro trabalhar vendo TV ou ouvindo música, e sei que não sou a única.
Mas como disse Eduardo Galeano, quando nasce da necessidade de dizer, não tem quem segure a voz. E a Internet veio pra salvar os solitários, os calados, os isolados, facilitando a comunicação a qualquer distância: você liga o computador e lá estão seus amigos online, só precisa mandar um oi e começar a conversar. E dá pra trabalhar e conversar o dia inteiro se quiser. Tu-do de bom!
Alguém aí, fala comigo?! Tá todo mundo "Ocupado" hoje?


Celebración de la voz humana, Eduardo Galeano

Tenían las manos atadas, o esposadas, y sin embargo los dedos danzaban, volaban, dibujaban palabras. Los presos estaban encapuchados; pero inclinándose alcanzaban a ver algo, alguito, por abajo. Aunque hablar estaba prohibido, ellos conversaban con las manos.
Pinio Ungerfeld me enseñó el alfabeto de los dedos, que en prisión aprendió sin profesor: - Algunos teníamos mala letra- me dijo-. Otros eran unos artistas de la caligrafía.
La dictadura uruguaya quería que cada uno fuera nada más que uno, que cada uno fuera nadie: en cárceles y cuarteles, y en todo el país, la comunicación era delito.
Algunos presos pasaron más de diez años enterrados en solitarios calabozos del tamaño de un ataúd, sin escuchar más voces que el estrépito de las rejas o los pasos de las botas por los corredores. Fernández Huidobro y Mauricio Rosencof, condenados a esa soledad, se salvaron porque pudieron hablarse, con golpecitos, a través de la pared. Así se contaban sueños y recuerdos, amores y desamores; discutían, se abrazaban, se peleaban: compartían certezas y bellezas y también compartían dudas y culpas y preguntas de esas que no tienen respuesta.
Cuando es verdadera, cuando nace de la necesidad de decir, a la voz humana no hay quien la pare. Si le niegan la boca, ella habla por las manos, o por los ojos, o por los poros, o por donde sea. Porque todos, toditos, tenemos algo que decir a los demás, alguna cosa que merece ser por los demás celebrada o perdonada.

Thursday, August 10, 2006

O que é que o iguaçuense tem


Tem água pra todo lado, as impressionantes cataratas, fora a não menos impressionante usina de Itaipu.
Tem tríplice fronteira: é argentino pra todo lado, paraguaio tentando vender alguma coisa para você. Além dos turistas europeus meio perdidos e encantados com as deslumbrantes águas e a preservação da flora e fauna. Tem muito brasileiro também, e fica todo mundo tentando adivinhar em qual língua falar um com o outro, já que todo mundo é, pelo menos, bilíngüe.
Tem alfajor, milanesa e chimarrão na simpática cidadezinha argentina fronteiriça. E a enorme 25 de Março paraguaia lá do outro lado.
Ah, falando em 25, tem também o pior hotel do mundo (da minha vida!) e piscina gelada do hotel legal - sim, nós trocamos de hotel, porque não dava! - no inverno de 30ºC (tem La Niña também!!).
Continuando no quesito piores, tem o pior zoológico, o Bosque Guarani. Eu só entrei porque ficava perto do hotel, mas foi deprimente ver os sagüis e quatis presos naquelas jaulas tristes. Eu tinha acabado de voltar do Parque das Aves! E já não gosto de zoológico, mas aquilo... não dá pra acreditar no tamanho da jaula de uma onça, que não sei como ainda sobrevive ali.
Mas tem rádio paraguaia para ficar ouvindo música em espanhol!
E tem lua cheia, linda, iluminando o céu e a noite de Foz do Iguaçu.

Dicas

Transporte

Locomover-se em Foz do Iguaçu é muito fácil, o transporte público é ótimo e leva o turista a todos os lugares. Já no aeroporto, que fica próximo ao Parque Nacional, é possível pegar um ônibus até a cidade para ir ao hotel, pela bagatela de 2 reais.
Na cidade, tem ônibus para Ciudad del Este, para Puerto Iguazú (Argentina) e para o Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as cataratas. Aproveite para visitar também o Parque da Aves, que fica em frente ao Parque Nacional. O parque possui amplos viveiros integrados à mata, onde se reproduz o hábitat de vários pássaros, alguns inclusive soltos, em total interação com o visitante. Também é feita a reprodução de espécies em cativeiro e tem, além de aves, répteis, borboletas e sagüis. É muito fofo e uma bela iniciativa que vale a pena conhecer.
Outra dica de transporte é para o Duty Free Shop e para o Casino em Puerto Iguazú, o último não deu tempo de conhecer, mas informe-se no hotel pois ambos levam o turista gratuitamente.
Acho que o único lugar que exige uma visita guiada é Itaipu, vale a pena ir com o guia. Já para as cataratas na Argentina, eu fui com o guia, mas com certeza deve ter como ir de ônibus, o que além de mais barato é sempre melhor mesmo, pois podemos ficar mais livres no parque, sem preocupação com horários nem tendo que acompanhar ninguém.

Compras

A entrada de Ciudad del Este é aquela enorme 25 de Março paraguaia e, como tal, é suja, é feia (o restante da cidade eu não conheci), mas tem muita oferta legal, principalmente de produtos eletrônicos, mais baratos que no Brasil. Tem Pringles e chocolate baratinhos, tudo de bom. E muito mais coisa, mas nada que não se encontre por aqui, e o que achei mais barato e válido foram esses itens mesmo.
O free shop na Argentina é bom para comprar bebidas, estavam bem baratas. Também tem muito chocolate, uma loja de roupas importadas, outra de decoração, mas nada que não compremos na Etna ou Tok Stok, uma de cosméticos e outra de brinquedos.
Já a cidade de Puerto Iguazú não deixa de oferecer a mescla de desconfiança e malandragem do comerciante argentino: troque seus reais por pesos ao chegar e evite as lojinhas de artesanato, mas, claro, não deixe de entrar em uma delas e comprar uns alfajores! Tem uma "vinoteca" na cidade e alguns supermercados, onde dá pra comprar doce de leite e mantecol.
Compre as lembrancinhas no parque do Brasil. As lojas são melhores e mais baratas, tem uns produtos bem bonitinhos.

Turismo na fronteira

A vida na fronteira deve ser interessante. Eu nunca vivi próximo a nenhuma, mas nessas férias tive uma pequena amostra, e positiva. Claro, para quem esperava um clima como o daquele filme, Los tres entierros de Melquiades Estrada! Em uma coisa Foz é parecida com o filme, a língua: só que em vez de misturar inglês e espanhol, aqui parece que todo mundo tem um “switch button” para ligar o português ou o espanhol, de acordo com a ocasião. Mas não há controle imigratório, como entre o México e os EUA, o que deve contribuir para não haver aquele clima de miséria, de mundo cão de Los tres entierros. Os três países parecem mesmo parceiros, amigos, “paises hermanos sí, como no”. Claro que o contrabando rola solto, e isso é definitivamente um problema, dentre tantos outros que a região deve vivenciar e o turista desavisado nem enxerga.
Mas graças ao turismo parece haver um relacionamento amigável e nem um pouco hostil, que proporciona uma experiência agradável ao turista, apesar de o lugar oferecer, sim, um turismo enlatado e embrulhado pra presente, mas disso não dá para escapar em nenhum lugar turístico, principalmente no Brasil, que ainda engatinha nesse ramo. Mas os parques têm estrutura de primeira, são lindos e sabem aproveitar o que a natureza oferece. Melhor que muita praia do Nordeste, com aqueles skibundas e guias mirins e 500 quiosques enfeiando a praia. Em Foz você encontra atividades para todos os perfis, seja ecoturismo, esportes radicais ou uma simples visitação em ônibus fretado, portanto tem como escapar das armadilhas.

Quero voltar!

A viagem me surpreendeu. As cataratas, mesmo nessa época de seca, são um espetáculo. Gente de todo o mundo estava ali, e o motivo é óbvio. Eu gostaria de ter planejado melhor a viagem, para poder ter passado um fim de semana na Argentina, vi uns hoteizinhos interessantes em Puerto Iguazú. Queria muito ter feito a trilha, rapel e passeio de bote no rio Iguaçu, mas com a seca não deu. E depois de ver o que brilha a lua cheia naquela terra, fiquei aguada para ter feito o passeio “bajo la luna llena”, no parque do lado argentino, onde fica a famosa Garganta do Diabo. Deve ser sinistro!
Ficam aqui minhas dicas pra quem for, e se for, me chame, porque eu vou de novo pra curtir mais o que já conheci e o que ficou faltando!

Links

http://www.h2foz.com.br/parquenacional/index.php
http://www.iguazuargentina.com/
http://www.parquedasaves.com.br/v1/index.htm

Tuesday, August 01, 2006

Vacaciones!

Semana passada comecei a achar que estava passando muito tempo no escritório: cumprimentei uma senhora que lavava as mãos no banheiro do shopping. Pensei: minhas férias estão chegando na hora certa!
Tudo bem que ainda estou trabalhando, mas depois de um mês testando software, eu bem que merecia um trabalhinho melhor. Agradeço à Ro, companheira de Batanga e blog e otras cositas más por essa luz no fim do túnel, após uma semana em que passei 10 horas diárias dentro do oráculo, sem direito a piscadinha, só alinhando, alinhando, processando, processando. É de enlouquecer qualquer um!
Agora estou aqui me divertindo e sentindo que é possível sempre aprender um pouco mais, ou muito mais, tentar o novo e até sair da cadeira ao fim de uma jornada de trabalho sem estar quebrada com a tendinite latejando suas juntas e o olhar embaçado de tanto repetir um trabalho monótono, mecânico e que não exige que a gente pense, pelo menos não muito.