Sem sossego
Comecei a ler o Livro de Desassossego no fim de semana.
Prometo me controlar, mas não resisto a transcrever um trechinho aqui:
"Na minha alma ignóbil e profunda registo, dia a dia, as impressões que formam a substância externa da minha consciência de mim. (...) Isto de nada me serve, pois nada me serve de nada. Mas desapoquento-me escrevendo, como quem respira melhor sem que a doença haja passado. (...) Estas páginas são os rabiscos da minha inconsciência intelectual de mim. (...) Quando escrevo, visito-me solenemente. Tenho salas especiais, recordadas por outrem em interstícios de figuração, onde me deleito analisando o que não sinto, e me examino como a um quadro na sombra." Fernando Pessoa

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