Reencontrar um amigo depois de anos e ver que continuamos amigos é bom demais. E alguém que não nos tem acompanhado no dia-a-dia tem uma visão bem diferente dos acontecimentos. Pela primeira vez uma pessoa se deu conta do quanto a transição que vem aí poderá ser difícil para mim. Foi engraçado ouvir alguém com ar chocado me indagar como assim estou tão tranqüila! Eu sempre aparento tranqüilidade, mas só quem me conhece muuito bem sabe disso. Acontece também que essa transição foi muito lenta! Claro que só quando vai chegando mais perto é que a gente finalmente acredita - mas sempre com aquele fiozinho de esperança patética. Sei que a raiva e a frustração vão demorar a passar, que eu vou ver um monte de gente mais sonsa do que eu se dando bem. Já começo a observar não é de hoje o movimento. Aliás, há muitas frustrações envolvidas nessa história para mim. O que é que eu posso fazer - não muito, quase nada. Mas ontem, depois de recusar quatro convites para o cinema, pensei: o que ainda estou fazendo aqui? Será que já não estou em outro ritmo completamente diferente e já deveria ter ido ou pelo menos estar indo? O que ainda me prende? Medo, dúvida, costume. Uma vida de coisas inacabadas que ficarão pra trás, mas nada tão radical como parece. Estou escrevendo aqui pra ver se acho uma resposta. Não achei! Mas também escrevo pra dizer obrigada, amigo, pelas cervejas e pela compreensão do que se passa aqui dentro dessa cabecinha. Você entendeu tudo sem querer e nem perceber! Valeu!
E bom fim de semana a todos!
Votem com responsabilidade!

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