Liegen Lernen
"Ya no te busco en los azules ni me enfrento a tempestades
Ya no me importa si me quisiste porque en mis sueños yo te tuve
Además hay gente que no consigues olvidar jamás
No importa el tiempo que eso dure" (Eso, Alejandro Sanz)
Acho que sei porque meus namoros sempre duram tanto: é que me incomodam os amores pela metade. Se o amor não acabou, ou se nem mesmo começou, eu quero ir até o fim. Nem que o fim seja daqui a um mês ou uma mísera semana - acontece!
Parece óbvio isso, eu sei, ninguém quer perder a pessoa amada, mas não é só isso: as paixões que ficam pelo caminho ficam também na minha memória; de vez em quando eu me flagro fantasiando como teria sido, como deveria ter sido ou como seria se nos reencontrássemos.
O filme Liegen, Lernen* nos fala disso: um jovem nutre uma paixão eterna por uma linda garota do passado, um amor que acabou não vingando. No fim eles acabam se reencontrando, mas... bem, não quero estragar o final, mas as coisas nunca são como foram um dia, muito menos como esperamos que sejam.
É como querer repetir uma viagem que foi maravilhosa, marcante, intensa voltando ao mesmo destino. As mesmas paisagens, mas outros tempos. O mesmo idioma, mas outras pessoas: a realidade nem sempre corresponderá a tão altas expectativas.
O filme traça um paralelo entre esse romance imaginário e o saudosismo de um regime que tanta paixão causou, que parecia perfeito, a real utopia, mas que acabou trazendo muita desilusão ao povo.
Reencontrar uma paixão do passado, marcada pela lembrança perfeita dos momentos perfeitos vividos, deve acabar desiludindo mesmo, assim como o comunismo aos alemães. Aliás, Fernando Verissimo** mesmo conta como seria igual a todos o casamento de Romeu e Julieta: o mesmo começo, meio e fim, igual ao de todos nós, seres comuns: o amor deles só se eternizou porque não teve meio! Será?
*O filme foi lançado aqui com o título "Aprendendo a mentir"
**A crônica está no blog Aos olhos de uma mulher, no link ao lado

2 Comments:
Como diz a Martha Medeiros: o amor tem que ser consumido até a rapa. Então, vamos vivê-lo até o finzinho, consumi-lo completamente! Adorei seu canto.
Ai... vc foi fundo, muito fundo mesmo nessa, viu?! Sabe q isso me consome tb, né? Mas não tenho conseguido ir nem até os meios, quanto mais aos fins ultimamente... Socorro, tem um terapeuta aí? hahahahah
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